30 dezembro 2008

Macondo, minotauro e Olsen


Conheci Macondo, a música do mexicano Oscar Cháves, ainda guri. Não relacionava a música com Cem Anos de Solidão, o famoso livro que deu a Gabriel Garcia Márques o primeiro Nobel de Literatura a um escritor latinoamericano em 1982. Há poucos dias escutei a música que está no CD do meu amigo Nery Barreneche, músico uruguayo radicado em Barcelona, e senti vontade de voltar ao livro. Estou relendo Cien años, e volto a me encantar com o realismo fantástico de Garcia Márques. Sobre a música, lembro que tocava sem parar nas rádios uruguayas e argentina na minha juventude. Foi a cumbia mais popular da américa hispânica. Agora, escutando a música não consigo evitar a sucessão de imagens do fabuloso romance. Outro dia escutei do Olsen Jr. relatar que na sua juventude leu os livros do Monteiro Lobato escutando...não lembro que tipo de música, e que toda a vez que ouvia as músicas lembrava do travessuras de Emília, Narizinho, do trabalhos de Hércules, enfim, é o sistema cognitivo em funcionamento. Li a coleção completa de Lobato ao som de Ray Coniff. Na minha casa, tinha uma coleção de enorme de Ray Coniff, com sua pasteurizaçao dos grandes clássicos da Broadway. Até hoje ouço Ray Coniff e vejo as imagens de Hércules e o Minotauro.

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